20 de nov de 2009

Áudio visual em celulares

video


Microfilme realizado com celular. Proposta de experimentação estética com o uso de um dispositivo com baixa qualidade.
Onde realizamos um microfilme que carrega uma visão do mundo de hoje, onde tudo passa rapidamente sem nos atentarmos para os detalhes que está a nossa volta.

Por sua imagem única, com poucas mudanças de movimento e cores, e grande capacidade de compressão ele foi considerado de boa qualidades e lhe garantem legibilidade, no que concerne à plataforma em que será visualizado (os dispositivos telefônicos móveis), e adequação ao contexto de fruição das telas pequenas. Isso, além da duração do curta, que apresenta rápido download.
A câmera estática, aliada ao close e ao foco em um único objeto, no centro da tela, permite maior nitidez da imagem final, uma vez que os recursos atuais ainda não permitem boa definição de imagens em movimento nem detalhamento de planos abertos.
Com uma câmera de qualidade inferior, com poucas funções e ajustes, e de fácil manuseio, o celular proporcionou ao autor uma liberdade incomum.
Ele pôde abrir mão de tarefas usuais e demoradas que envolvem a confecção de um vídeo. Não houve produção de cena porque os detalhes no cenário mal seriam percebidos. Nem artifícios de iluminação devido à baixa capacidade de processamento de cores da câmera. Não houve diálogos por causa da ausência de captação de som com boa fidelidade.
Quantas vezes você usa o celular por dia? Quanto de informações você recebe ou envia pelo celular? Onde há maior circulação de informações na vida das pessoas hoje? Você já assistiu vídeos em celulares?
As perguntas acima são questionamentos aparentemente simples, no entanto, são informações difíceis de serem mensuradas. E justamente por serem dados especulativos, ainda não têm credibilidade perante uma parcela da população. Mas isso apenas contribui para as discussões e debates sobre o tema.
Mas para se falar de vídeos em celulares, ou audiovisual em mídias móveis, também é necessário entender a relação das pessoas com os demais meios de comunicação e transmissão de imagens e sons, analógicos ou digitais. Isso é fundamental para que se possa prever a aceitação dessas tecnologias móveis e o impacto de novas linguagens.
Trata-se de transições culturais e tecnológicas. Assim como foi com o cinema e o vídeo ou com a TV e a internet.
Um nunca substituiu o outro, mas todos se influenciam e se “contaminam”. Os celulares serão apenas mais uma ferramenta para dar continuidade a esse processo de hibridização.
Se antes existia uma diferença perceptível entre os meios e seus conteúdos, agora ela passa a ser menos evidente. Isso acontece, pois os criadores já não fazem uma obra pensando apenas em um único suporte.

Um comentário:

  1. Olá moçada!!! Estou avaliando o blog de vcs! mas percebi que ainda não postaram todo o conteúdo...retornarei para a avaliação dia 28/11, espero que até lá esteja com todas as postagens como combinamos, ok?
    Profª Venise

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